quinta-feira, 25 de agosto de 2011

SAUDADE

A saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga, Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzebier; se ela continua preferindo suco; se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; se ele continua cantando tão bem; se ela continua detestando o MC Donalds; se ele continua amando; se ela continua a chorar até nas comédias. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; não saber como frear as lágrimas diante de uma música; não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer; Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...



POR Miguel Falabela

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Coisas de Meninas









Num canto de seu quarto, jogava-se sobre a cama, cruzando as pernas e começava a chorar.



Agarrava seu diário e uma caneta, postando-se a escrever enquanto chorava em silêncio, sozinha, sem falar os motivos ou se abrir para alguém. Apenas debulhava-se em lágrimas ao olhar o vazio de seu quarto.



Eu que observara ela por várias vezes, me perguntava os motivos daquela situação.



O que era aquilo percorrendo seu lindo rosto? seus olhos manchados pela maquiagem, sua boca trêmida, bochechas rosadas, falta de ar, seu semblante encoberto por uma nuvem escura de tristeza.



Pq choras tua'lma menina?



Pq escondes teu sorriso nesse quarto?



Pq não largas esse diário e caneta?






Ela olha com um olhar de ternura baixo e diz:



Pq meu coração quer gritar, mas só sabe falar através de sentimentos que coloco nessa folha de papel.



As palavras que dele saem, são as mais lindas e sinceras... Vem da dor, do que sinto no peito, do que me sufoca por dentro, do que não sai da minha boca.



mas e você quem é?






Sou a esperança estou e estarei sempre ao seu lado, não precisa me ver apenas me sentir e dar uma chance para eu participar da sua vida.



Não chore de tristeza, derrame lágrimas de alegria, estas sim vale a pena.



Pq as de alegria são risadas do seu coração, vem do Amor.






Giovana Elias Branco da Costa. 15/08/2011

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Talvez quando chover



Talvez quando chover

Você irá lembrar de mim

Quando a chuva bater na sua janela

Lembrará de mim

O quanto eu amava esse som

Aquele barulho das gotas no telhado

Adorava fazer amor ou assistir filme agarrado

Principalmente se estivesse frio

Pois sei que estaríamos quentes

Com um calor envolvente

Que cobre meu corpo

Quando estamos juntos

Esquecíamos da chuva, do filme... de tudo

Porque o desejo tomava conta de nós dois

E logo nós seríamos como as gotas ao cairem no chão

Que transformam-se em uma só.



Giovana Elias Branco da Costa. 18/06/2011


Atualizando aos poucos...